Ansiedade e Coração Acelerado: Estou Tendo um Infarto ou é Pânico?
Coração disparado e medo de infarto? Dor no peito, falta de ar forte ou desmaio são emergência: ligue 192. Só o médico, com exame, descarta infarto. Depois, entenda como o pânico cria esse alarme.
⚠️ Antes de ler
Se você está com dor ou aperto no peito agora, falta de ar forte ou desmaio, pare de ler e ligue para o SAMU, no 192, ou vá ao pronto-socorro. Só um médico, com exame, pode descartar um problema no coração. Este texto não serve para você decidir sozinho se é pânico.
Entre os sintomas físicos da ansiedade, poucos assustam tanto quanto o coração disparado. Ele começa a bater tão rápido e com tanta força que você pode senti-lo martelando contra a caixa torácica, reverberando nos ouvidos e subindo pela garganta.
Naquele exato momento, a mente racional sai de cena. O subconsciente assume o comando e envia uma única mensagem em letras garrafais vermelhas: "MEU CORAÇÃO ESTÁ PARANDO. EU VOU MORRER AQUI."
A Fisiologia do Alarme Falso
Quando o médico já examinou você e confirmou que se trata de pânico, o coração acelerado não é um defeito do seu corpo. É o sistema de sobrevivência funcionando, só que disparado pelo motivo errado.
Quando a amígdala (o centro de detecção de ameaças do cérebro) aciona o alarme, as glândulas adrenais liberam uma descarga de adrenalina (epinefrina) na sua corrente sanguínea. O objetivo da adrenalina é preparar o seu corpo para lutar pela vida ou fugir em velocidade máxima.
Para lutar ou fugir, os seus grandes músculos (pernas e braços) precisam de oxigênio extra. Para enviar esse oxigênio rapidamente, o coração precisa bater mais rápido e bombear o sangue com maior pressão. Na crise de pânico, a taquicardia é o seu corpo se preparando para uma maratona olímpica contra um predador que não existe.
🔬 O que diz o Ministério da Saúde
Segundo o Ministério da Saúde, o infarto costuma dar dor ou desconforto no peito, que pode ir para as costas, o rosto ou o braço, em geral intensa e prolongada, com sensação de peso ou aperto, suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio. Em idosos, o principal sinal pode ser só a falta de ar. Vários desses sinais também aparecem numa crise de pânico. Por isso não dá para decidir pela sensação: infarto é emergência, e quem diferencia um do outro é o médico, com exame. Fonte: Ministério da Saúde, Infarto.
O Diagnóstico que Não Acalma
Você vai ao hospital, e isso é o certo a fazer. O médico afere sua pressão, faz o eletrocardiograma e os exames necessários e, desta vez, conclui que o coração está bem e que o que aconteceu foi uma crise de ansiedade.
E aqui começa o verdadeiro problema. A partir do primeiro episódio traumático, pode surgir o que se chama de cardiofobia: o medo intenso de ter um problema no coração. Você passa a prestar atenção obsessiva a cada batimento cardíaco.
Se você deita do lado esquerdo e ouve o coração bater no travesseiro, entra em pânico. Se sobe um lance de escadas e a frequência sobe, entra em pânico. A tentativa crônica de "medir" e "controlar" os próprios batimentos mantém a adrenalina alta, criando taquicardias recorrentes. Você fica preso em um loop onde o medo do coração acelerar é exatamente o que faz o coração acelerar.
Um cuidado importante: ter tido uma crise de pânico não quer dizer que toda dor no peito daqui em diante será pânico. Sintoma novo, diferente ou mais forte do que antes merece nova avaliação médica, sem vergonha de "incomodar".
Como Romper o Ciclo com o Método EIXO
Explicar a lógica fisiológica para a sua mente consciente (como fiz acima) é essencial, mas raramente é suficiente para impedir a próxima crise. Por que? Porque o medo de infartar está gravado no seu cérebro emocional, não no seu cérebro racional. Ninguém consegue "pensar positivo" enquanto sente que vai infartar.
Depois da avaliação médica, o trabalho passa por mexer no gatilho emocional. A mente subconsciente precisa "aprender" que as variações normais do corpo são seguras e parar de enviar falsos sinais de alerta.
Na hipnoterapia do Método EIXO, como complemento ao acompanhamento médico, trabalhamos a parte emocional e automática dessas respostas. Buscamos o evento que instalou essa vigilância constante (que às vezes nem tem a ver com o coração, mas com experiências de perda de controle ou perdas na família) e trabalhamos a emoção associada a ele.
Quando procurar ajuda
Na dúvida, emergência. Dor ou aperto no peito, falta de ar forte, desmaio ou sensação de desmaio: ligue para o SAMU, no 192, ou vá ao pronto-socorro agora. Ir e descobrir que era ansiedade não é exagero: é o caminho certo. Nunca trate esses sinais como "só ansiedade" sem avaliação médica.
Fora da emergência, procure um médico para avaliar o coração, e um psiquiatra ou psicólogo se as crises se repetem. Rodrigo M Sobroza é hipnoterapeuta, não é médico nem psicólogo. A hipnoterapia é um trabalho complementar: não substitui o acompanhamento com esses profissionais. Se você usa remédio, não pare nem mude a dose por conta própria: qualquer mudança é só com o médico que receitou. Se você pensa em tirar a própria vida, ligue para o CVV, no 188 (ligação gratuita, 24 horas).
Mais em Estou tendo um infarto ou é pânico? e Quando procurar ajuda, e de quem.
Primeiro o médico. Depois, se for pânico, dá para trabalhar a raiz.
Se o médico já confirmou que as suas crises são de pânico, agende uma avaliação com Rodrigo M Sobroza para trabalhar a raiz delas, como complemento ao seu tratamento. Atendimento em Nova Iguaçu e online (videochamada).
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Atendo com hipnoterapia no Centro de Nova Iguaçu (RJ) e online. Pelo WhatsApp você tira dúvidas, sem compromisso. Na Análise de caso, a consulta inicial (presencial ou online; valores e condições com a secretária, pelo WhatsApp), você conta o seu caso e eu explico se a hipnoterapia faz sentido para você.